O dia em que peguei um trem e fui pra qualquer lugar

A Suíça é um exemplo no transporte, não podemos negar. Existe uma linha de trem, metrô, cable car, ônibus, elevador de ski, que vai te levar na cidadezinha mais distante (nunca tão tão distante. Não esqueçamos o tamanho do país), na montanha mais alta (3, 4 mil metros…), ou seja, você chega em praticamente todo o lugar com o transporte “público” daqui.

Como eu trabalho em Genebra e moro em Lausanne, vale mais a pena ter o GA/AG (Abonnement General), uma espécie de passe anual que te dá permissão para andar no transporte de quase toda a Suíça. Pra mim valeu super a pena, pois agora posso sair conhecendo várias cidades daqui sem pagar nada extra.

Foi o que fiz num sábado em que meu marido foi para uma competição e eu ia ficar sozinha. Simplesmente acordei, caminhei até a estação e olhei o quadro com as próximas saídas dos trens.

Fiquei em dúvida entre pegar o trem cujo destino final era Lucerne ou Basiléia. Como já tinha pego um trem para aquelas bandas, decidi ir para Basiléia. Fiquei esperando… E o trem foi cancelado! Tive que tomar uma decisão rápida. Saí correndo para pegar o trem que estava indo para Lucerne. Eu desci na parada em Berna, a capital e decidi ver para onde ia de lá. Foi quando percebi que tinha um trem prestes a partir para Interlaken (Interlagos?). Lá fui eu correndo de novo.

Uma das coisas que esqueci de mencionar também, são as paisagens que uma viagem de trem te proporciona.

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Uma imagen da janela do trem no caminho

Interlaken fica entre os lagos Thun e Brienz. Quando cheguei, dei uma passeada pela cidade, vi várias pessoas saltando de parapente, então descobri que ali era um lugar famoso pela prática. Uns parques lindos e muitos turistas também que vão subir a montanha de Jungfraujoch, para ver os dois lagos lá do alto. Sei que possui uma vista linda e tem uma geleira também. Só não fui pois não estava preparada $$$, pois é bem caro.

Interlaken fica no centro da Suiça e faz parte da parte alemã do país

Interlaken fica no centro da Suiça e faz parte da parte alemã do país

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Quando estava comendo em um restaurante, perguntei para a garçonete o que ela poderia me sugerir para fazer durante o dia e ela mencionou um festival que estava rolando e que tinha um ônibus que levava as pessoas de graça até o festival.

Fui conferir. Era um “Trucker and Country festival” cheio de motoqueiros e música Country bem legal. Assisti umas bandas, comi nas barraquinhas de comida, tentei imitar uns passinhos de umas coreografias lá (sem sucesso), conversei com um vendedor de camisas com “piadas” em alemão-suíço que ele tentou me explicar (sem sucesso também hahaha) e depois peguei outros trens com diferentes paisagens para voltar para casa.

Tinha pego o primeiro trem por volta de meio-dia e cheguei em casa umas 9 da noite. Eu acho bem legal a variedade de coisas que você consegue fazer em um dia sendo uma pessoa normal aqui na Suíça.

E você, já teve planos de ir a algum lugar até que algo deu errado e então o acaso fez você ir para um lugar totalmente diferente que acabou sendo uma experiência super legal?

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Jenninha

Jennifer Strejevitch é Desenvolvedora de Software e Tradutora freelancer. Cidadã Brasileira e Britânica, já morou no Brasil, Reino Unido, Suíça e agora está de volta a Londres. Adora viajar e aprender novos idiomas. "A cada dia que tenho uma experiência nova, seja uma comida, um caminho novo ou uma vista diferente, sinto como este dia tenha valido a pena."

2 Comments

  1. Lamentavelmente, não temos essa facilidade de escolher destinos dessa forma no Brasil. E se tivéssemos, com toda certeza, seria muito caro.
    Aqui na Argentina eu tenho opção de viajar de trem e é super barato. Um bilhete de Rosario a Salta ida e volta sai ao redor de $101ARS. Mas a qualidade é nível Central do Brasil, pelo que me disseram – precário e lento. Ainda assim, apenas posso, irei dar uma conferida.
    Qnd a viagem sem destino, uma vez tive que ir ao Fórum de Belford Roxo. Pedi a minha mãe que me levasse e – adivinhem? – o fórum não tinha atendimento ao público às sextas feiras.
    Eram umas 11:30 quando chegamos (e estávamos liberadas para voltar). Eu ainda não tinha tomado café da manhã e falo pra minha mãe de ir comer alguma coisa. Resolvemos passar na casa do afilhado dela que estava na Pavuna. Eu pensei que iríamos ver o garoto e comeríamos lá mesmo. Mas minha mãe decidiu que tínhamos que comer fora.
    Começou a especulação… Vamos a tal lugar, não no outro, não ali, não na lua. E entramos todos nós carro. E minha mãe começa a dirigir. Olho pra ela e pergunto “ah, já decidiu onde vamos comer?” Ela diz que não. Eu pergunto pra onde ela tá indo ao que ela responde “pra frente”.
    Bom, fomos pra frente até chegar Angra dos Reis às 15:30 da tarde…

    • Hahahaha, pra ir a Angra dos Reis acho deve ter valido a pena esperar. Porém imagino o clima de mau humor que deve ter pairado no ar durante as horas antecedentes.

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